O que acontece a seguir ao quebrar do bloqueio? - Parte I.
Depois da constatação da existência do bloqueio e da atitude de evolução o que acontece?
Começo por perguntar a todos uma simples questão. O que esperam de nós? A escolha pessoal de criação de hábitos reflecte-se em quem nos rodeia. Esta pode ser considerada como um hábito que nasce do reflexo do que nos propomos a ser. Na pergunta “O que esperam de nós?”, encontraremos as nossas atitudes e escolhas, conscientes e inconscientes. Todas a significarem um pouco ou o todo que nos tornamos. O hábito interno, cria uma simbiótica relação com todos os que nos rodeiam. Próximos ou afastados, amores ou “odiados”, todos existem para viver em harmonia com o que lançamos para o ”ar”.
O que damos? Proporcionamos a quem nos acompanha ou está a conhecer? Qual a primeira impressão e atitudes que nascem desse momento? O hábito significa algo que fazemos habitualmente, correcto? Então, o que oferecemos a quem está ao nosso lado? Qual a imagem que criamos nas mentes que não nossas? O que nos propomos a ser? A significar? Qual o conceito que criamos da nossa própria individualidade?
São muitas perguntas, reconheço que sim, porém todas existem para orientar para a reflexão interior. A resposta de cada uma trará, como consequência, a redescoberta do nosso valor, talento e potencialidade. Elas, são o inicio do quebrar de hábitos, que sentimos ser negativos para o nosso bem-estar e capacidade de concretização.
Ganhar consciência de que irá existir uma transição e transformação interior. Que estas alterações irão originar uma reorganização global e nela, todos os que nos conhecem irão sentir a diferença. Fisicamente seremos o mesmo, mas a nível de atitudes e opiniões iremos nos transformar num conceito novo e intrigante. Aos olhares exteriores, as mudanças irão ser recebidas com olhares estranhos e a dúvida estará patente em cada movimento ou palavra que fizermos.
As reacções podem ser consideradas prováveis, pelo simples facto de nos estarmos a propor. A nossa decisão significa mesmo isso. Reagirmos a algo concreto que nos desequilibra e direcciona para a insatisfação pessoal. Seja porque razão for, o certo é que vivemos perante um determinado prisma e nele, criamos os hábitos que nos ligaram aos demais.
Incompreensão, estranheza, não-aceitação e mesmo desequilíbrios, poderão acontecer e é mais que certo que irão estar presentes na nossa caminhada de reconhecimento pessoal. Afastamento, solidão, incertezas (duvidas), todos irão existir no quebrar de dependências (internas e externas). Tudo existirá, em probabilidade elevada e prepararmo-nos física, mental e emocionalmente para isto, significará a evolução fluida e a mais equilibrada possível.
A importância de nos prepararmos para o trajecto da modificação, é essencial para que o mesmo seja concretizado. Mediante as diversas reacções que vamos tendo, iremos ser “convidados” a abdicar desta ruptura e retornar ao momento que simboliza o hábito profundo. Menciono pontos que são importantes para o sucesso.
1 – Auto-conhecimento, que simbolizará um maior auto-controle.
2 – Criar o conceito do Eu interior
3 - Traçar objectivos claros, concretos e atingíveis.
4 – Criar novos rituais diários, que pretendem ser um foco para o objectivo final.
5 – Criar o conceito do Eu interior.
6 – Fundamentação do que se pretende e porque se propõe a não querer algo.
7 – Ganhar consciência de que não será possível agradar todos e que existe a possibilidade de entrar em choque com algumas pessoas.
Sete pontos que devem ser colocados em contexto real e compreendidos a “fundo”. Esta percepção significará a criação de um aliado poderoso e invencível. Reconhecem quem é? Vejam-se ao espelho e digam olá, ele existe dentro de cada um de nós. É, sem dúvida alguma, o nosso maior aliado e amigo.
Fim da primeira parte.
Nuno Esteves
Consultor de Bem Estar

O que proponho é que crie uma ligação forte e definida ao que é, significa e se propõe.