Relacionamento saudável

28-03-2011 13:00

A escolha de viver em relacionamento é um momento chave para a vida de qualquer um de nós. Apesar de ser repleto de emoções positivas e alegres, é sensato sentir um pouco mais e dar a tolerância devida. Nesta partilha pretende-se “desconstruir” o que poderá significar o conceito e proporcionar “dicas” para o que poderá ser o relacionamento saudável.

Bem-vindos a mais esta nossa partilha, grato pelo vosso carinho, recebo-vos com um enorme sorriso.

 

Antes de mais, ganharmos a consciência de que ambos são seres individuais. Num relacionamento, seja ele de que tipo for, são formados por dois seres. Com necessidades, desejos e sonhos específicos. Quereres, noções, pressupostos e vivências criadas e fundamentadas no seu íntimo. Pessoas que ganham o habito de decidirem sozinhas, mediante as suas necessidades e gosto pessoal. Seres com hábitos criados e focados na questão de não nenhuma obrigatoriedade amorosa. O respeito que sente vontade de “dar” é para consigo mesmo. Neste diálogo interno encontram argumentos para continuar ou ignorar.

 

Relacionamento poderá ser considerado, a união de dois seres individuais. Que num momento escolhem partilhar um caminho. Pelo sentimento que comprovam sentir e pelas certezas criadas, escolhem criar uma vida a dois. De uma forma consciente ou não, começam uma viagem que os levará ao reencontro interior.

 

Tipos de relacionamento negativos:

Passivos ou agressivos.

Impostos (implicam a anulação da individualidade).

Infelizes (pode ser considerado como “deixa andar”).

Dependentes (quem pensa que não consegue sobreviver sozinha(o).

 

São muitos os relacionamentos que roubam a serenidade e que transportam o físico, mental e emocional para um local cinzento e cheio de incertezas. O sentimento de insegurança e a sua consequência trará a reacção interna negativa. Nela, a capacidade de decisão ou mesmo a noção do que melhor ou pior, perdem o contexto real. Nesta realidade, por vezes, perde-se a vontade interior e atitude para prevalecer o que sentem ser favorável para o seu próprio desenvolvimento.

Acontecem situações e somos direccionados para acontecimentos, que nos “cegam” a visão. Não ver ou escolher não reparar em algo que nos retira a alegria interior, faz com que se criem hábitos de dependência negativos. Perder a individualidade e a capacidade de decisão é o primeiro passo para que, subitamente, se viva uma situação ingrata e desagradável.

 

O auto-conhecimento é essencial para precaver estas situações. O facto de reconhecermos os nossos próprios limites, o que nos satisfaz e o que existe de insatisfação, significará o como da relação. Reconhecermos o nosso interior, levará a que nos debrucemos em todas as situações e acontecimentos passados. O que nos marcou? O que nos fez sentir tristes e desanimados? O que nos retirou o bem-estar? Quais os padrões que adquirimos ao longo da nossa vida? Todas estas perguntas ao serem colocadas á primeira pessoa, trará a possibilidade de traçarmos um caminho sereno, seguro e alegre. O Bem Estar inerente a esta consciencialização faz com que o relacionamento adquira um tom alegre e uma cor de “arco-íris”.

Reconhecermos o que somos implicará focarmos a atenção no correcto entendimento do que se passa em nosso redor. As pessoas que escolhemos para estar a nosso lado (simplificando é isto que se passa) têm um passado, presente e futuro. Como nós, é um ser emocional a lidar com todos os desafios e medos interiores. A lidar com a existência de teclas assassinas que originam um click interior de defesa e protecção da individualidade. A aprender a ser e estar, num contexto de equipa.

 

Qual a cor preferida do(a) companheiro(a)?

Quais são os seus sonhos de criança?

Realizou-os?

O que vê para verbalizar amo-te?

O que faz sentir a palavra amar?

É um hábito ou um privilégio?

Existe confiança de verdade?

Preocupa-se mais com o passado, presente ou futuro?

Incomoda-se mais por perder ou deixar?  

 

Algumas questões para reflexão conjunta. Convido-vos a responderem com sinceridade. Em conjunto de preferência. Escolham um momento em que estejam sozinhos e tranquilos, conversem abertamente e descubram o bem-estar de serem francos com o que significam. É uma escolha que levará a que caiam máscaras e inseguranças, abrirem o individual ao vosso companheiro(a) é um dos maiores actos de amor. Com tolerância, humildade e amor-próprio encontrar o ponto de equilíbrio entre o que são e o que criam em conjunto. Com calma e serenidade, conscientes de que irão encontrar bloqueios enraizados bem fundo no ser.

 

Vale a pena?

Esta é a pergunta dos 10 milhões. Tudo existe e por vezes a necessidade de estarem acompanhada(o)s, faz com que se obrigue a manter uma situação que traz a instabilidade.

 

A solidão mais dolorosa é aquela que existe, quando estamos acompanhados.

Esta é uma das verdades mais “diferentes” de sempre e que nos convida a uma reflexão interna intensa. O que é que pretendemos de verdade para o nosso bem-estar? È mesmo o sentir bem? Ou a louca procura de algo? É fácil encontrar alguém, mas o que necessitamos é daquela pessoa. O ser que passa o “algo” e torna-se mágico. Marido e mulher, amigo e amiga, confidente, ponto de equilíbrio, apoio e amante. Transforma-se no(a) companheiro(a) da viagem mais bonita, fantástica e louca de todo o sempre: a vida a dois.

 

Escolho terminar esta partilha com uma frase de Magnus Hirschfeld: "O amor é um conflito entre nossos reflexos e nossas reflexões."

 

Abraço para todos e partilhem um sorriso, sabe bem.

 

Nuno Esteves

Consultor de Bem Estar

 

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Artigos

01-03-2011 12:51
Nesta partilha proponho “conversarmos” sobre o que pode ser o DILEMA.   Existem vários tipos e...
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O que proponho é que crie uma ligação forte e definida ao que é, significa e se propõe.  

 

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